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Cidades

Percentual de potiguares com ensino superior triplica em 22 anos, diz Censo

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Em 22 anos, o Rio Grande do Norte registrou avanço na escolarização da população, segundo os dados sobre o assunto levantados pelo Censo 2022, divulgados nesta quarta-feira (26). A taxa de frequência escolar apresentou avanços principalmente nas faixas etárias mais jovens. A notícia é do g1rn.

O maior avanço ocorreu no ensino superior, que triplicou. O número de potiguares com 25 anos ou mais que possuíam graduação concluída passou de 4,6% em 2000 para 15,1% da população em pouco mais de 20 anos.

Já a cobertura na educação infantil (0 a 3 anos) passou de 14,7% da população em 2000 para 31,4% em 2022, enquanto na faixa de 4 a 5 anos cresceu de 69,6% para 91,8% no estado.

No ensino fundamental (6 a 14 anos), também houve uma alta taxa de cobertura, passando de 93,9% para 98,5%. No ensino médio (15 a 17 anos), a taxa subiu de 78,0% para 87,5%.

Com o aumento da cobertura dos serviços educacionais, a parcela da população sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 69,3% em 2000 para 42,6% em 2022. O percentual daqueles com ensino fundamental completo e médio incompleto cresceu de 9,6% para 13,2%.

Já a proporção de pessoas com ensino médio completo e superior incompleto aumentou de 15,0% para 29,1%.

Em 2022, o Censo apontou que 20,93% dos jovens entre 18 e 24 anos estavam matriculados em graduação. Entre os mais velhos, o percentual era de 19,78%. Entre as pessoas com mais de 25 anos, mais de 5% estavam em pós-graduações.

Em média, os potiguares possuíam 8,8 anos de estudo em 2022 - número acima da média da região Nordeste, mas abaixo da nacional (9,5).

Pessoas brancas no estado apresentavam maior escolaridade (9,5 anos), enquanto pessoas pretas (7,8) e indígenas (7,5) possuíam os menores índices, de acordo com o Censo.

Dentre os municípios analisados, com mais de 100 mil habitantes, Parnamirim se destacou com 10,9 anos, superando a média nacional, enquanto Mossoró (9,7) e Natal (10,3) também apresentaram bons índices.

Segundo o Censo Demográfico 2022 as crianças e adolescentes com idades entre 6 a 14 anos apresentam a maior taxa de frequência escolar. No Rio Grande do Norte 98,5% desse grupo está na escola. Essa faixa conta com obrigatoriedade de matrícula no ensino fundamental.

No contexto nacional, o Rio Grande do Norte apresentou taxas de frequência acima da média do Nordeste na maioria dos grupos etários, com destaque para crianças de 4 a 5 anos (91,83%) e jovens de 15 a 17 anos (87,49%), superando tanto a média nordestina (85,74%) quanto a nacional (85,25%).

Além disso, a taxa de frequência entre jovens de 18 a 24 anos no estado (32,10%) foi superior às médias nacional (27,68%) e nordestina (26,70%), sugerindo maior acesso ao ensino superior ou técnico, segundo o IBGE.

Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, São Gonçalo do Amarante registra a maior taxa para 6 a 14 anos (99,02%), enquanto Parnamirim se destaca na faixa de 15 a 17 anos (90,81%) e na frequência de adultos (9,15%).

Já Natal apresenta uma taxa relativamente alta para 18 a 24 anos (38,06%), semelhante a Parnamirim (38,64%).

No entanto, o Censo de 2022 apontou que o percentual de crianças menores de 5 anos em creches, pré-escola e ensino fundamental no Rio Grande do Norte ficou abaixo que a média nacional.

Segundo o Censo, 32,55% das crianças potiguares de 0 a 3 anos estavam em creches, percentual superior ao do Nordeste, mas inferior ao nacional. Já na faixa de 4 a 5 anos, 32,40% frequentavam a pré-escola, abaixo das médias regional e nacional.

Entre os municípios analisados, Mossoró registrou a maior taxa de crianças de 0 a 3 anos na pré-escola (31,59%). Natal se destacou na frequência de crianças nessa faixa etária no ensino fundamental (11,9%).

São Gonçalo do Amarante teve o maior percentual de crianças de 4 a 5 anos na pré-escola (40,03%), enquanto Parnamirim apresentou a maior frequência de crianças de 0 a 3 anos no ensino fundamental (9,22%).

 

Especializações

No Brasil, 5,47% das pessoas com 25 anos ou mais frequentavam especialização, contra apenas 1,02% dos jovens. No Rio Grande do Norte, a taxa de especialização foi de 5,19% para os mais velhos. Natal se destacou nesse cenário, com 6,14% da população de 25 anos ou mais cursando especialização, 2,31% em mestrado e 1,61% em doutorado, valores acima das médias estadual e nacional.

Para o IBGE, esse desempenho pode refletir a presença de instituições de ensino superior na cidade ou uma maior oferta de programas de pós-graduação, além do maior interesse da população nesses programas educacionais.

 

Mulheres estudam mais

As mulheres potiguares estão estudando mais que os homens. No Rio Grande do Norte 8,35% possuíam ensino superior completo em 2022, enquanto, entre os homens, o percentual era de 5,25%.

Os números seguem um padrão nacional. No país, 9,96% das mulheres possuíam ensino superior completo em 2022, em comparação com 6,79% dos homens. No Nordeste, essa diferença se mantém, com percentuais de 7,41% para mulheres e 4,30% para homens.

Em Natal e Parnamirim, os percentuais foram mais elevados, superando a média estadual. Na capital 13,22% eram formadas. Entre os homens, o número era de 9,23. Parnamirim tinha índices maiores: 10,98% dos homens formados, ante a 15,21% das mulheres.

"Esses números reforçam a maior presença feminina no ensino superior, evidenciando avanços na escolarização, mas também possíveis desafios no acesso masculino à educação superior", considerou a análise do IBGE.

No ranking das 10 áreas com mais formações no estado, as mulheres são maioria em sete. Chama atenção a discrepância principalmente nas áreas de educação e saúde. Por outro lado, os homens ainda são maioria nas áreas de engenharia e construção; ciências naturais e matemática; e na área de tecnologia da informação e computação.

As mulheres também são maioria nos cursos de pós-graduação. No estado, elas superaram os homens em todas as categorias, destacando-se o mestrado (1,1% contra 0,74%) e no doutorado (0,53% contra 0,43%).

Em Natal, essa diferença foi ainda mais evidente, com 1,69% das mulheres cursando mestrado e 1,01% em doutorado, enquanto entre os homens os percentuais foram de 0,97% e 0,63%, respectivamente.

Entre as pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, os homens lideram. Eles eram 37.793 no estado em 2022. Entre as mulheres, o número era 23.682 pessoas sem instrução.

 

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