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Hipertensão emocional: entenda como o estresse pode desregular sua pressão arterial

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A pressão emocional não é apenas uma metáfora: o estresse pode, de fato, desregular a pressão arterial. Embora muitas vezes temporária, essa alteração pode se tornar crônica e perigosa. Ao enfrentar situações intensas — como ansiedade, raiva ou tensão — o organismo libera substâncias como adrenalina e cortisol, que aumentam os batimentos cardíacos e estreitam os vasos sanguíneos. O resultado? A pressão sobe, mesmo em pessoas que nunca tiveram histórico de hipertensão. A informação é do g1.

Esse tipo de reação, conhecida como hipertensão emocional, tem sido cada vez mais observada em tempos de rotinas aceleradas e emoções à flor da pele. Diferente da hipertensão tradicional, que tem forte componente genético, essa variação surge como resposta a estímulos pontuais. Em pessoas mais sensíveis, essa resposta pode ser desproporcional, elevando os riscos de infarto, AVC e danos a órgãos vitais como coração, rins e cérebro.

Além do impacto imediato, o estresse contínuo pode manter o corpo em estado de alerta, alimentando um ciclo de pressão alta persistente. Casos como a chamada “síndrome do jaleco branco” — quando a pressão se eleva só no consultório médico — são exemplos clássicos de como o emocional influencia o físico.

O tratamento começa com o cuidado com a mente. Terapias, meditação e, em alguns casos, medicação para ansiedade fazem parte do processo. Somam-se a isso hábitos saudáveis: menos sal, mais movimento, sono de qualidade, nada de cigarro e moderação no álcool. Em geral, o uso de remédios para controlar a pressão só é indicado se o quadro persistir ou se houver outros fatores associados.

Monitorar a pressão em casa, de forma correta e com acompanhamento médico, também é um passo importante para entender como o corpo reage fora do ambiente hospitalar. Em tempos de tanto desgaste mental, escutar os sinais do próprio corpo é mais do que prevenção — é um ato de cuidado urgente.

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